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E depois do Google?

Tenho tentado não escrever acerca deste tema, já que se trata de um cliché demasiado visto. Por tudo o que é site, revista, etc, lá está GOOGLE, SEO ou SEM.

De qualquer maneira, não resisti.

É certo que o Google veio trazer uma nova dimensão à internet, e quando todos acreditavam que os banners seriam a publicidade do futuro, eis que o Google baralha e volta a dar cartas.

O Google sempre foi uma empresa promissora, e não é de estranhar que tenha sido lançado em bolsa a 85 dólares por acção e que rapidamente tenha ultrapassado os 700 dólares por acção (actualmente está +/- pelos 300 dólares por acção (confirme aqui o valor actual), mesma quando muitas promessas do Dot.Com faliram.

O sucesso do Google está na capacidade de adaptação à evolução da Internet também pela constante procura de mostrar os novos caminhos da internet tal tem sido a quantidade de serviços tão diversos que tem disponibilizado, tornando o motor de busca apenas na ponta do icebergue.

Quase todos estes serviços a que me refiro são gratuitos e de simples utilização. Vão desde blogues, passando por analytics, acabando numa ferramenta de fazer sites e respectivo alojamento (uma das últimas novidades).

Do lado da receita, o SEO (Search Engine Optimization) e o SEM (Search Engine Marketing) fazem as honras da casa. No fundo é a publicidade das empresas no Google. Se o SEM acaba por ser pago (através do Adwords) o SEO é grátis e acreditando no seu potencial e também porque permite-lhe prestar um melhor serviço aos seus utilizadores, muita informação/formação tem
exposto, para que quem gere um Website possa melhorar a sua performance nas pesquisas dos utilizadores.

Nos últimos meses muito se tem escrito acerca deste fenómeno e muitas empresas se têm moldado a esta nova realidade na tentativa de ajudar quem quer anunciar, através de estratégias para o Google (e outros motores de pesquisa). Parece que de um minuto para o outro, alguém estalou os dedos e está tudo obcecado com o potencial anunciado e também por resultados já obtidos.

Isto é cíclico. Dependendo das proporções que este caminho atingirá, a saturação chegará aos utilizadores e nessa altura escolherão outros caminhos na busca da sua própria informação.

E depois do Google?

Registe-se aqui!

Este começa a ser um termo sobejamente conhecido por quem utiliza a internet. A internet veio trazer a possibilidade de praticar um marketing one to one, com possibilidade de medir os resultados.

Neste contexto, todos os sites lhe pedem para se registar (leia-se para o identificar) com a promessa de lhe apresentar todas as promoções existentes, personalizadas ao seu gosto, etc.

Até aqui, parece-me pacífico, afinal, só se regista quem quiser, no entanto, o nº de registos que cada um tem começa a ter tal volume, que é provavel que acabe por se esqueçer onde está registado ou mesmo esquecer-se dos dados com que poderá aceder aos registos.

Para facilitar a sua vida, pode sempre utilizar os mesmos dados de acesso de registo para registo ou até mesmo, utilizar algum software já existente, onde poderá manter um histórico de todos os registos que tem e os respectivos dados, no entanto, será seguro utilizar este tipo de soluções? Em nome da segurança da informação, registar-se sempre com os mesmos dados, se alguém apanhar esses dados, é o mesmo que dizer acede a todos os meus registos, pois os dados são os mesmos. Guardar essa informação num software, se algum hacker lhe entra no computador e consegue aceder a essa ferramenta, tem ali toda a sua “vida” exposta.

As melhores práticas de segurança dizem que não deve ter os mesmos registos para aceder a diferentes sites – imagine ter dois cartões multibanco com o mesmo código de acesso se alguém entrar num, entra no outro – os dados/códigos de acesso devem ser memorizados, etc.

Vai ter de haver um futuro para este problema que eu ainda não consegui descortinar, mas que vai ter de haver, vai!

Querem matar a internet

Querem Matar a Internet (11-04-2005)

Passados pelo menos 6 anos a massificar a Internet, é tempo de ser feito um balanço e uma análise da sua evolução.

net-de-bolso-web

…”assistiu-se no Estados unidos ao boom das chamadas Dotcom e também ao seu declínio”…

Embora tenha sido anunciada como uma nova forma de fazer negócios, nos Estados unidos, por exemplo, assistiu-se ao boom das chamadas Dotcom, mas também, na maior parte dos casos, ao seu declínio.

Passada a “tempestade”, hoje poderemos afirmar que a Internet veio sobretudo beneficiar a chamada “velha economia”, pois se é verdade que algumas empresas vingaram na “nova economia”, estou a lembrar-me da Amazon, Google, etc., na realidade, foram as empresas da velha economia que mais beneficiaram, na medida em que ganharam um novo canal de distribuição que lhes permite chegar a um maior número de consumidores, quebrando as barreiras geográficas e com custos bastante inferior aos canais tradicionais.

Ainda assim, uma boa parte das Empresas portuguesas da “velha” economia – lembram-se? aquelas que saíram beneficiadas com a Internet – ainda não acordaram para esse beneficio.

Basta ver o que é veículado pelos Media, passado mais um natal, onde de tradição só sobressaí o consumo, as compras online até tiveram

direito a tempo de antena. Assim, em 2004, mais do que em qualquer outro ano, as vendas online registaram crescimentos de 50%, relativamente a 2003. Não obstante este facto, se pensarmos nas lojas online que conhecemos, rapidamente concluímos que a oferta em Portugal é muito reduzida e o serviço aí prestado é bastante fraco e pouco se salvaguarda o consumidor.

Do meu ponto de vista, não há nenhum site de referência para compras online em Portugal (refiro-me a um site português), há apenas um conjunto de empresas da velha economia que se dignou a fazer umas páginas, com a imagem da sua empresa e as descarregou na World Wide Web para poder dizer que está lá.

Posso até concordar que o fraco volume de vendas deste canal não seja atractivo e consequentemente, limite os investimentos das empresas nesta área, mas seguramente, sem as empresas tomarem a iniciativa, os Utilizadores/Clientes, dificilmente virão ao seu encontro. É, portanto, necessária uma simbiose para o sucesso do canal.

Os poucos sites existentes, e nem se quer falo do termo “usabilidade”, pois é ainda uma palavra desconhecida, não têm oferta suficiente, isto é, se uma determinada

empresa têm 5 modelos do mesmo produto, na Internet só temos acesso a ver um ou dois. Não temos acesso a outros produtos que a mesma marca terá e que até, eventualmente, estarão disponíveis na loja física dessa empresa. Dos produtos disponíveis, uma grande maioria não tem informação suficiente essencial à compra. Além do mais, na esmagadora maioria dos sites, não há qualquer garantia de stock do produto que pretendemos e muito menos de prazos de entrega, já para não falar nos custos elevados dos portes de envio.

Nesta época natalícia que passou, foi curioso fazer um comparativo entre sites portugueses e sites estrangeiros que têm a operativa montada para facilmente venderem para Portugal. Posso dizer-vos que foi frustrante ver o anuncio num dos sites portugueses que, encomendas feitas após o dia 21 de dezembro não tinham qualquer garantia de entrega antes do natal e num desses sites estrangeiros, anunciarem com grande destaque que, encomendas feitas até ao dia 22 de Dezembro, tinham a garantia de entrega até dia 24. Se a isto adicionarmos o facto dos preços nesses sites estrangeiros, serem em muitos casos, 30% a 40% inferiores aos praticados em Portugal, facilmente constatamos que não há concorrência.

Em Portugal as empresas continuam a não apostar neste importante canal de distribuição e isso vê-se não só pelos seus sites, mas também por não praticarem preços diferenciados da loja física para a loja virtual, (a empresa poupa em termos de custos e não passa qualquer dessa vantagem ao cliente), por não se estabelecer uma rede eficaz de entregas (nem portes reduzidos, nem rapidez na entrega).

Meus amigos, assim não vamos lá.

A oportunidade que a Internet veio trazer ao nosso país de se evidenciar e ganhar avanço económico face ao outros países, nós olhamo-la de lado como senão tivesse nada a ver connosco. As empresas estrangeiras ganharam uma oportunidade de entrar no nosso mercado sem sequer terem necessidade de se estabelecerem no país.

É certo que o problema vem de trás. Quando se passa o tempo a discutir uma falsa liberalização das telecomunicações em vez de se discutir a melhor forma de disponibilizar o acesso à Internet, massificando assim os utilizadores e permitir que este motor económico progrida, está tudo dito.

Até posso admitir que, nalguns casos, os investimentos apenas tenham retorno num prazo mais alargado, mas ainda assim, têm de se mentalizar que, mais cedo ou mais tarde, este será o principal canal de negócios, e as empresas estrangeiras já estão aí.

Ontem (11/04/2005), ouvi a notícia que a União Europeia vai produzir um conjunto de Directivas que incentivam ao uso de Internet de Banda Larga sobre a Rede Eléctrica, já conhecida como POWERLINE que, praticamente, chega a todo o lado, contribuindo assim para um novo incremento na massificação da Internet. Vamos ver quanto tempo leva Portugal a adaptar-se a esta nova realidade …

Escolher um Écran TFT-LCD (08-04-2005)

Agora que já tomou a decisão de substituir o seu “velhinho” CRT por um novo e elegante TFT-LCD, importa saber escolher qual o monitor que mais se adequa às suas necessidades.

Existem no mercado diversas marcas, modelos e dimensões de TFT-LCD e, se à primeira vista, parecem todos iguais, engane-se quem pensa isso. De facto exteriormente serão muito semelhantes, mas pode logo por começar a perceber que há diferenças pelo preço pedido.

Actualmente já encontra monitores de 17” por aproximadamente 250 Euros. Se à partida parece barato, na prática poderá causar-lhe muitas dores de cabeça, podendo mesmo pôr em causa o bom negócio que parecia ter feito. Claro está que esta situação estará sempre associada ao tipo de utilização que faz do seu PC.

O que deve ter levar em conta

Antes demais, é necessário escolher o tamanho do ecrã. Este tamanho é indicado em Polegadas, sendo que a medida é feita na diagonal do monitor. Neste campo há que ter em atenção na informação prestada. Muitas vezes a área indicada contempla também a moldura, que normalmente envolve o monitor. A medida mais baixa no mercado é de 15”, no entanto, é vulgar o tamanho de 17”, no entanto, se puder investir, um monitor de 19” ou mesmo 21”não será demais, embora neste último o preço sofra um agravamento pesado.

Quando tiver tomada a decisão quanto ao tamanho do écran que pretende, é imperativo que consulte as especificações técnicas do monitor, pois aí estará descrito o essencial do monitor, tal como se de um B.I. se tratasse.

GLOSSÁRIO

  1. Ângulo de Visão – Ângulo a partir do qual é possível visualizar a imagem no monitor.
  2. Conexão, pode ser DVI (Digital) ou DB-15 (Analógica)
  3. CRT – Cathode Ray Tube, ou seja, Tubo de Raios Catódicos
  4. Dot-Pitch é o espaçamento entre os pixéis do monitor. Quanto menor for esse espaço, melhor será a qualidade de imagem
  5. Luminosidade não é mais do que a claridade e brilho da imagem. Medido em em nit, 1 Nit=1 CD/m2, logo, quanto maior for, mais clara e brilhante será a imagem
  6. TFT – Thin Film Transistor, nova Matriz Activa dos LCD’s

Das várias características a que deverá estar atento (não necessariamente por esta ordem), é o Dot Pitch. Quanto mais baixo for o valor apresentado, melhor. O valor mais frequente é 0,296mm, ver caixa.

Outro factor importante é a luminosidade, que indica precisamente a intensidade da luz no ecrã. O valor é indicado num número “cd/m2” e neste caso, quanto maior for o valor, melhor.

De seguida poderá verificar o Ratio Contraste que mede a intensidade entre os brancos e os pretos. Também aqui poderá verificar intervalos grandes entre diversos monitores, 350:1, 400:1, 500:1, etc. e quanto maior for o número, maior constraste o monitor terá e, consequentemente, uma melhor imagem.

Há que ter ainda atenção à Refresh Rate, que indica a rapidez do “varrimento” do monitor na vertical, isto é, o número de vezes por segundo em que o ecrã poderá mostra uma imagem em todo o monitor e está disponível para mostrar uma nova imagem. Este valor é apresentado em Hz. Por norma, uma taxa de 75 Hz é suficiente.

Por último, mas não menos importante é o Tempo de Resposta. O mais comum são monitores com 25 ms, no entanto, quanto menor for este valor, melhor. Se a utilização que vai dar ao monitor é apenas a de processador de texto, consultar a Internet e pouco mais, os 25ms serão suficientes, mas se a sua utilização já for mais para visualizar videos, jogos e outras aplicações em que existam movimentos rápidos, o ideal será um monitor com um tempo de resposta de 12 ms, evitando assim, um efeito de “fantasma” na imagem (já há monitores no mercado com um valor de 8 ms).

Outros Aspectos

Basicamente, as questões anteriores serão os requisito essenciais que deverá levar em conta mas, não obstante esse facto, poderá ainda ter em atenção outros aspectos que também dependerão do tipo de utilização que for dar ao monitor.

- Ligações

Muitos dos monitores TFT têm uma entrada “D-Sub”, isto é, de 15 Pinos, equivalente aos cabos dos monitores convencionais (CRT), em vez de terem uma entrada DVI (digital). Isto faz com que haja uma redução da qualidade da imagem, ainda que ligeira.

Ligação DVI

Na verdade, o computador envia uma imagem digital (caso a placa gráfica suporte, deverá também ter em conta esse factor) que será convertida para analógica (devido à entrada do monitor), sendo depois convertida em imagem digital.

Ligação Analógica

Caso o monitor já possua uma entrada DVI e a placa gráfica suporte aquele formato, a imagem será sempre digital, não havendo lugar a conversões e a consequentes perdas de qualidade.

Dependendo do Modelo, a Placa gráfica poderá suportar dois monitores ao mesmo tempo

- Cores

Deverá então observar o número de cores que o monitor suporta. Os melhores monitores terão 16,7 milhões de cores reais, enquanto que outros monitores indicarão 16,2 milhões, estes, na verdade, apenas suportam 262 mil cores reais, ou seja, “recriam” artificialmente as 16,2 milhões de cores.

ATENÇÃO Alguns monitores, mesmo novos poderão apresentar pixéis “mortos”. Os motivos para esse facto poderão ser vários, no entanto, é possível que eles existam. Algumas marcas têm regras estabelecidas no que diz respeito à garantia em casos destes, inclusivé, há já algumas marcas a garantirem “0 Pixels Dead” , pois embora á partida possa não detectar qualquer erro desta natureza, o contrário poderá acontecer, portanto, quando estiver a adquirir um monitor destes, informe-se na loja em que condições poderá reclamar.

CONCLUSÃO

Face a estas especi
ficações, resta saber que tipo de utilização vai ter o monitor que adquirir, de modo a poder avaliar qual o mais indicado para o seu caso, podendo assim, fazer uma avaliação de custo/benefício de acordo com as questões técnicas deste artigo, pois são estas especificações que, em grande parte, influenciarão o preços destes monitores.

Em baixo está um quadro, que não sendo vinculativo, pretende apenas situar o tipo de utilização nas características técnicas que deverá levar em conta, no entanto, deverá sempre consultar um técnico qualificado a fim de avaliar com maior precisão o seu caso.

Escritório/ Filmes, Exclusivamente
Doméstica Fotos, Jogos
Jogo

Contraste >250:1 > 500:1 > 600:1
Brilho > 250 cd/m2 > 300cd/m2 >300 cd/m2
Taxa de Resposta 25 ms 12 ms 12 ms / 8 ms
Cores 16,2 Milhões 16,7 M 16,7 M

HP PHOTOSMART 945 (19-10-2004)

HP PHOTOSMART 945

A FAVOR
? Preço
? Zoom
? Versatilidade

CONTRA
? Visor ocular digital
? Ruído do Zoom
? Não tem bateria (utiliza pilhas)
? Impossibilidade de regulação do obturador e velocidade independentemente em simultâneo

Este teste é feito meramente na óptica do utilizador e reflecte apenas a opinião do seu autor, baseada na utilização vulgar deste modelo em particular.

Embora a HP não tenha uma história como fabricante de máquinas fotográficas, desde que estas máquinas se renderam às novas tecnologias e se começaram a converter ao mundo digital, a HP, tem-nos habituado a sucessivos lançamentos de novos modelos cada vez melhores, não só ao nível quantitativo (mais funcionalidades e opções), mas também ao nível qualitativo (5,3 M pixéis é a última fasquia da HP).

Sendo eu um utilizador normal, mas com gosto pela fotografia, ou seja, as minhas fotografias vão um pouco mais além do que as de familia, estava habituado a utilizar um camera REFLEX da Canon, mais concretamente o modelo EOS888. Rendido à fotografia digital, este modelo da HP veio suceder à Canon e, portanto, satisfazer o tipo de utilização que tinha até então.
É certo que esta HP não é um modelo REFLEX (ao nível das digitais, o preço das reflex são ainda proibitivos) mas fazendo uma análise à minha utilização, estes era um dos modelos que, dentro do orçamento, se aproximava mais das minhas necessidades e que de acordo com testes que li, tinha uma excelente relação Preço/Qualidade.

De uma maneira geral, a máquina é bastante satisfatória. Destaco como principais características e que também foram factores decisivos na escolha, os 5,3 MP e um Zoom óptico de 8x (digital de 7x–Total de 56x)

Além de fotografias, é também uma realidade a possibilidade de utilizarmos esta máquina como se fosse de filmar. Obviamente que a capacidade é bastante mais reduzida, já que o filme fica registado no cartão de memória e não numa cassete, mas ainda assim, é um filme com bastante qualidade, e com uma sonoridade excelente (imagine que o seu bébé, bate as primeiras palmas quando não tem uma máquina de filmar por perto).

O número de opções que permitem configurar a máquina são vários. Tem a possibilidade de equilibrar os brancos da imagem, balancear as cores consoante a fotografia seja tirada num dia de sol ou chuva, etc, permite-lhe ajustar qual o local da fotografia (visto pelo écran) servirá de base para focar a fotografia.

Pode definir entre ISO 100, 200 ou 400 ou mesmo colocar num modo automático, em que será a máquina a ajustar de acordo com a envolvente. Pode ainda utilizar uma função, que é uma novidade desta máquina (e mesmo relativamente ao mercado) que se trata de um flash digital, ou seja, a máquina poderá ser definida para clarear ou escurecer determinadas áreas da fotografia de uma maneira inteligente.

Ao nível das cores, pode optar entre o preto e branco, cores ou sephia (imagem envelhecida).

Preto e branco

cores

sephia

Em termos de resolução, as opções são os 5 MP (2608 x 1952) e 1 MP (1296 x 976). Esta última opção deverá ser encarada nos casos em que o objectivo é a impressão das fotografias. Dentro da cada uma desta opções, ainda tem a possibilidade de optar por três modos de compressão, Good, Better e Best. Qualquer dos modos de resolução ou compressão escolhidos, afectará o número de fotografias que poderão ser armazenadas no cartão de memória (a máquina trás de origem um cartão SD de 16 MB que é manifestamente insuficiente).

Além de todas estas opções, terá ainda a oportunidade de ajustar as fotografias no que diz respeito à saturação, contraste e sharpness da imagem.

Penso que o nível de opções disponíveis são mais do que suficientes para que possa retirar todas as potencialidades da fotografia.

Quanto à máquina em si, além de cada foto ficar registada com a data e hora, tem a possibilidade de seleccionar uma determinada fotografia e acrescentar um determinado registo audio (por exemplo, o local fotografado); ajustar os sons da câmara (emitidos a cada toque nos botões, simulando assim uma máquina tradicional), optar por o écran se desligar quando sentir que aproximou a vista do visor (esta opção quanto a mim, é bastante útil, já que permite uma poupança real de energia, neste caso, pilhas).

Permite também clarear o écran de LCD ou escurecer consoante esteja a utilizá-lo dentro ou fora de casa; definir por quanto tempo será mostrada a fotografia no visor LCD; indicar quanto tempo demorará a máquina a desligar-se sózinha quando não estiver a ser utilizada; Ajustar o formato de acordo com a televisão que estiver a ser utilizada (NTSC ou PAL) e ainda poderá colocar um conjunto de lembretes que lhe permitem que a máquina sugira determinada configuração (de acordo com todas as possibilidades que já abordámos atrás, ou seja, por exemplo, sugerir a utilização do flash, caso detecte que há pouca luminosidade no ambiente que pretende fotografar).

Não será demais considerar esta máquina como uma máquina semi-profissional. Embora seja possível e facilima a utilização por um utilizador leigo na matéria, também é verdade que esta máquina permite, no caso de um utilizador mais exigente, ajustar diversos
items, que lhe dão um toque profissional, já que, o nível de configurações disponíveis nesta máquina, permite-me afirmar que, de facto, estamos perante uma máquina amadora com um requinte profissional.

Uma vez que, tal como referi no início, o tipo de utilização que dou à máquina ir um pouco mais além do que uma utilização amadora, não posso deixar de referir alguns pontos negativos.

O facto do visor ocular ser digital, torna-o num aspecto negativo, já que, quando queremos fazer uma fotografia rápida, o tempo que medeia entre a visualização do momento que pretendemos registar, até a maquina conseguir focar, é eterno, ou seja deixa aquele visor bloqueado na primeira imagem que vimos.

Para ser mais específico, se estivermos a tirar uma fotografia a um pássaro, é possível que, quando o tivermos focado, já não valha a pena dispararmos, pois quando a imagem actualiza ele poderá já ter voado.

Como alternativa, poderemos disparar logo a máquina mesmo antes de vermos o resultado final, mas corremos o risco de, ainda assim, não focarmos tão bem (afinal, não estamos a ver verdadeiramente o que estamos a focar) e correndo na mesma o risco de o pássarao já lá não estar).

Outro ponto que assinalo como negativo, está mais relacionado com o ruído do zoom. É certo que quando tiramos fotografias, esse barulha não afecta em nada, mas já quando utilizamos a máquina no modo de filme, as coisas alteram-se. O ruído emitido pelo zoom fica registado no filme, não ao ponto de não ouvirmos o audio recolhido, mas é de facto incómodo.

O facto desta máquina não ter uma bateria, penso que acaba por ser um erro da marca. A necessidade de recorrer a pilhas acaba por “manchar” a boa qualidade geral desta máquina, afinal, é bastante chato ter de se preocupar em ter sempre umas pilhas à mão. Sugere-se, portanto, que recorra a pilhar recarregáveis e que, se possível, tenha dois conjuntos de 4 pilhas para poder alternar a sua utilização quando tenha esgotado a energia de um dos conjuntos.
A impossibilidade de ajustarmos, quer a velocidade da máquina, quer a abertura do obturador de modo independente e em simultâneo é outro ponto negativo.

Vel.: 1/15 seg.; Obturador: F/2.8

Porventura esta questão não se colocará para a maioria de utilizadores deste modelo, afinal terá esta opção como automática e caso a fotografia não fique boa, irá repeti-la até encontrar a imagem ideal, no entanto, para o meu tipo de exigência, esta questão é pertinente.

As consequências disto serão fotograficas com baixa velocidade, para uma boa claridade (podendo ficar o que vulgarmente chamamos de “tremida”), ou no caso de uma boa velocidade, a fotografia ficará com uma imagem escurecida, podendo omitir determinados pormenores que incluímos na fotografia por terem ficado demasiado escuros ou pouco realçados.

Vel.: 1 seg.; Obturador: F/2.9

Sem dúvida que a internet veio trazer um novo fôlego ao cenário comercial, tanto ao nível de oportunidades de negócio, como ao nível da concorrência.

Se até então, o vulgar consumidor se limitava a comprar um determinado produto na primeira loja a que se dirigia (eventalmente verificaria o preço em mais uma ou duas lojas a fim e comparar os preços), hoje, no actual cenário da internet, os consumidodores têm a possibilidade de procurar o preço mais baixo para o produto que pretende. Basta para isso, perder algumas horas a “navegar”, e tudo sem sair de sua casa.

Além disso, o consumidor actual tem a oportunidade de pesquisar as características do produto que pretende adquirir, comparando depois com outros produtos de maneira a perceber qual o produto que mais se adequa às suas necessidades.

Sem dúvida que a internet, veio trazer uma nova etapa no relacionamento entre o Consumidor e as empresas. Por isso, podemos traçar o perfil do consumidor actual como um consumidor mais informado e que já não compra na primeira loja onde entra.

No reverso da medalha, a realidade portuguesa diz-nos que não gostamos de comprar online, é um facto, mas utilizamos a internet para fazer prospecção de mercado e para depois irmos à loja mais barata que encontrámos para adquirirmos o produto que pretendemos.

Esta barreira à compra online, é uma questão de geração e, certamente é um sentimento que só será alterado com as próximas gerações. Provavelmente os nossos filhos já serão compradores online, tal como nós, ainda temos o fantasma do escudo, mas os nossos filhos, lembrar-se-ão dessa moeda?

Todas estas incógnitas poderão fazer com que algumas empresas não ponderem a sua presença online, mas nada poderia estar mais errado. O facto de não estarem online, faz com que não só não sejam vistos, que não dêem a conhecer os seus produtos (consequentemente, para os utilizadores da internet, estas empresas não existem), como também, que não sejam incluídas nos comparativos de preços que atrás referi.

Esta situação será tanto mais complicada consoante mais empresas (europeias e americanas) apostem em ter distribuição dos seus produtos para portugal. Estas empresas, além de terem um volume de vendas bastante grande, e consequentemente, economias de escala elevadas que lhes permitem praticar preços mais baixos e certamente não desdenham um mercado como o nosso, onde por mais concorrência que exista, não consegue acompanhar os preços praticados por estas.

Se é verdade que existe uma barreira à compra online, em portugal, a pouco e pouco, haverá consumidores disponíveis a ultrapassar essa objecção desde que o produto seja mais barato. Afinal , qual o consumidor que dirá não a uma poupança na ordem dos 100 euros? E se tudo lhe correr bem qual vai ser a primeira loja onde se deslocará com vista a adquirir o próximo produto?

Aos poucos, são cada vez mais as lojas online a nível europeu (já não falo tanto das americanas, devidos aos impostos que são necessários liquidar por se tratar de uma importação fora da Zona Euro) que apostam na sua distribuição em portugal. Veja-se o caso da nossa vizinha espanha, que conta com um mercado de 40 milhões de consumidores, distribuir em Portugal, com 10 milhões, representa mais 25% de mercado potencial e com um custo de distribuição acrescido bastante baixo.

Se actualmente, só algumas lojas o fazem, com o evoluir do negócio e das gerações, no futuro, a compra será realizada unicamente através desta via,pois as empresas contarão com a experiência adquirida ao longo dos anos, permitirão optimizarem-se de modo a praticarem os preços mais baixos e a terem um nível de serviços muito bom.

Assim, é essencial que as empresas portuguesas acordem para esta questão, para daqui a 10 anos, não aparecerem na televisão a dizer que necessitam de subsídios, pois não conseguem competir com os preços das empresas europeias que entrem pelo nosso mercado, sem darem a mínima hipótese de competição, pois nessa altura, além dos preço, terão todo um know how adquirido ao longos dos anos que dificilmente será atingido.

Partilhando aqui duas experiências pela qual passei, na compra de uma máquina fotográfica e de uns dvd’s, em duas situações distintas e em sites europeus (um françês e outro espanhol, respectivamente). O da máquina fotográfica, mais recente, permitiu uma poupança na ordem dos 230 euros, que só por si justificava a compra naquele site e, se é verdade que se tratava de um preço promocional, posso acrescentar que, ainda assim, o valor sem promoção, era 150 euros inferior ao praticado em portugal. Se adicionarmos a isto, o preço pago pela entrega, 9 euros, que permitiu a entrega em “mãos” em 24 horas, com possibilidade de seguir a cada momento a localização da encomenda , rapidamente percebemos que é um realidade a que não estamos em Portugal.

Se é verdade que poderia adquirir esta máquina num site português, também é verdade que teria de desembolsar mais 230 euros e a entrega, no caso de ser feita via CTT, seria cobrado sensivelmente o mesmo valor, no entanto com o agravamento da encomenda só me ser entregue, no mímino, três dias depois, e caso não estivesse em casa, teria de me deslocar ao posto dos correios mais próximos para ir levantar a encomenda. Será isto uma alternativa? Certamente não.

No caso dos DVD’s, comprei 3 DVD’s, agora em espanha, e embora também a preço promocional, permitiu-me uma poupança na ordem dos 14 euros cada, num total de 42 euros, paguei 5 euros pela entrega em “mãos” em 24horas, e com cobrança contra-entrega.

De facto, são poupanças consideráveis e com um nível de seriço imbatível.

Posso então concluir que, é urgente que as empresas “integrem” este canal de distribuição, que se deiam a conhecer, que exponham os seus produtos nesta montra virtual e que, dentro da medida do possível, pratiquem preços diferentes entre a sua loja fisíca e a sua loja virtual, com vantagens para esta última, não para que permitam ao consumidor interiorizar uma vantagem ao comprarem online, mas também para que possam ir adquirindo o know how e assim se prepararem para o ataque que virá da europa, afinal, já somos 25.

Desde a massificação da internet, que as organizações têm mais um canal de vendas para os seus produtos. Se é certo que as organizações à medida que vão desenvolvendo as suas estratégias vão aproveitando novos canais de distribuição, também é verdade que nenhum desses é, de facto, inédito como a Internet.

Se nesses novos canais que as empresas vão explorando, já existem outras organizações a utilizá-lo, tirando assim melhor partido, fruto da experiência adquirida ao longo da sua utilização, podemos então afirmar, que no caso da Internet, estamos perante um novo canal de distribuição, em que todas as organizações estão no mesmo ponto de partida ou se quiserem, neste novo canal, todas as empresas partem do zero.

O sucesso da utilização do canal Internet dependerá, mais do que o(s) produto(s) / serviço(s) nele vendido, da maneira das organizações estarem, assim como, consoante a postura que tiverem em relação a este novo canal.

Sendo este canal tão novo, ainda está por explorar e optimizar. Se é verdade que nalguns paises como o Estados unidos a Internet está já bastante massificada, também é verdade que tem ainda muitas lacunas, não só a nível de legislação, mas também ao nível de controlo, fiscalização e, mais importante, ao nível da segurança.

No caso de Portugal, aliado ao factor segurança, está também o factor desconfiança e porventura o mais importante, o factor cultural. Existe, portanto, um longo caminho ainda a percorrer na construção de relações de confiança entre as organizações e os consumidores, deixando essa questão para outro artigo relacionado com esta temática.

Portugal até nem é dos países mais atrasados dentro da União Europeia e no cenário mundial ao nível da Internet, mas nestas coisas da relação com o consumidor tem ainda um longo caminho a percorrer e o ponto de partida poderá ser, precisamente, o preço. Aliás, se pensarmos na importância do preço nos 4 P’s de Porter, poderemos mesmo considerar o preço, como um factor determinante na estratégia a utilizar neste novo canal.

Vários motivos existirão – a novidade do canal, o factor cultural português, a baixa taxa de penetração da internet nos lares portugueses – para este canal ainda não ter “arrancado”, mas certamente um deles será o facto das organizações não terem conseguido ainda, transmitir as vantagens aos consumidores.

Uma estratégia de diferenciação pelo preço, certamente será um factor determinante para a adesão dos consumidores a este novo canal.

Actualmente, qualquer um de nós chega a um site de consumo, além da informação deficitária acerca dos produtos disponibilizados, da reduzida variedade da oferta, ainda encontra um preço idêntico ao encontrado na loja fisíca. Se a isso adicionarmos o facto da entrega, por norma, ser expedida via CTT, que cobra aproximadamente 3 euros (exemplo dovalor mínimo para uma encomenda de um CD) e que leva dois a três dias para entregar ao consumidor, sendo que este, caso não esteja em casa ainda tem de se deslocar à estação dos CTT para levantar a encomenda. Se aliarmos ao facto de não ter tido a possibilidade de visualizar o produto na sua mão antes do adquirir, não me parece que o canal seja tão atractivo quanto isso.

No entanto, se eu puder subtrair ao preço final do produto, uma percentagem relativa ao facto não necessitar de ter loja e custos associados, não ter que ter tantos empregados, etc., estarei a dar aos meus clientes a possibilidade de adquirirem um produto através da internet com um “desconto” , face ao praticado na Loja fisíca.

Certamente estaremos perante um verdadeiro factor diferenciado, com claras vantagens para o consumidor final e consequentemente para o meu negócio, já que, estarei num novo canal de distribuição, chegando assim a muitos mais consumidores potenciando em muito o negócio.

É essencial que as organizações pratiquem preços inferiores no Canal Internet, afinal, se nos pusermos no lugar do consumidor, o que me levaria a comprar um produto na internet, ao mesmo preço que na loja, com toda a desconfiança que já referi atrás, não podendo ver o produto na minha mão, sabendo que ainda vai levar alguns dias a tê-lo, sendo eu a ter o trabalho de processar a compra, suportando o custo da ligação à internet, de impressão de facturas/recibos?

A menos que vivesse num região ostracizada, onde a concorrência não existe, certamente o leitor preferiria deslocar-se até a uma loja próxima a fim de poder avaliar o produto e aí, adquiri-lo para poder usufruir dele de imediato.

As organizações portuguesas têm de estar atentas a este fenómeno pois, no mundo actual, onde predomina a globalização – quando olhamos para exemplos práticos próximos, tais como, por exemplo, sites de venda de máquinas fotográficas (Pixmania, Nomatica, etc.) que são verdadeiras lojas mundiais online e praticam preços inferiores na ordem dos 30% face aos preços praticados nas lojas – quem não se adapta, corre o risco de “desaparecer do mapa”.

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